não tenhas medo de arriscar

Quantas vezes deixamos de fazer aquilo que realmente nos faz feliz porque estamos à espera que algo vá mudar?

Passamos a maior parte do nosso tempo a sofrer pelo passado e ansiosos pelo futuro. E o presente? Perdeu assim tanta relevância?

Os nossos dias são uma autêntica correria, onde acordamos com vontade que chegue o final do dia para descansar e, quando finalmente chega, só queremos o fim-de-semana. Nunca estamos bem. A maior parte do tempo desejamos algo que ainda vem ou, então, que já tivemos.

Para além deste sofrer constante do tempo, sofremos ainda com medo do que vem. Medo das consequências das nossas ações. Medo de falharmos ou de não estarmos à altura. Nunca ouvi falar tanto em “ansiedades” e “esgotamento” como nos últimos anos.

Já vamos a mais de metade do ano 2018 e sem dúvida que este tema foi o que mais me fez pensar e refletir. Cada vez questiono mais as rotinas de trabalho, os anseios, as lamúrias, a tensão que sinto nas pessoas, a falta de entusiasmo na vida, a energia ou a falta dela. Será que fazemos aquilo que gostamos diariamente? Convivemos com as pessoas que queremos ou com as quais temos de estar? Chegamos a casa satisfeitos ou ainda mais aborrecidos? Vivemos obcecados com o dinheiro e com o que poderíamos fazer com ele? Estamos em constante preocupação com as contas a pagar? Estamos com um medo constante de receber uma má notícia?

Comportamo-nos todos de forma muito semelhante, ao ponto de considerar isto o “normal”, pois “faz parte da vida”, “é mesmo assim”. Será que é suposto?

Eu não quero viver assim e cada vez me sinto mais desprendida dos anseios. Sinto um positivismo que me incita a ir em frente e fazer aquilo que me passa pela cabeça. Ouvir aquela vozinha interior que te conhece melhor que ninguém e que sabe exatamente aquilo que queres. Sempre fui de ideias fixas, mas com pouca coragem para as expressar. Tenho trabalhado comigo mesma para ser mais fiel ao meu pensamento e não me deixar influenciar tanto pelas opiniões e barreiras que me impedem de avançar e que me fazem pôr tudo em causa.  A vida não é mesmo para ser um desafio? Aprender com os erros e fazer desta breve passagem o melhor que conseguimos? Então vamos lá, define o que queres e arrisca. Eu vou fazer o mesmo!

/Xana.

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